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Aumenta o número de suicídio entre líderes espirituais

 

Aumenta número de suicídio entre líderes espirituais

Silvia Geruza F. Rodrigues

O suicídio tem sido um tema recorrente neste mês de conscientização contra o suicídio, porém ele tem visto seus números aumentarem a cada ano. O que geralmente víamos em pessoas que achávamos que não acreditavam em Deus, a falta de vontade de viver tem aumentado entre o clero: líderes espirituais católicos e protestantes.

Certa vez ouvi uma frase que considero verdadeira: Há quatro tipos de pessoas que não podem rir com freqüência: sacerdotes, juízes, médicos, e psicólogos (as), pelo muito que já viram e ouviram.

A sociedade e a igreja cobram que os  (as) líderes religiosos (as) precisam sempre mostrar um sorriso nos lábios e passar a sensação de que tudo está bem. Mostrar tristeza, incertezas ou que tem problemas pode denotar fraqueza às pessoas que esperam que o (a) líder seja pai, mãe, conselheiro (a), psicólogo (a), muitas vezes até fazer o papel de Deus na sua vida.

Muitas vezes, os problemas instalados na vida de um (a) pastor (a) protestante, por exemplo, é justamente a exiguidade do tempo para dedicar à sua família e aos cuidados de si mesmo. Um médico amigo certo dia me falou: “quem não pára para cuidar da saúde, pára para cuidar da doença.” Pura verdade.

Sempre adiamos ir ao médico, adiamos fazer terapia. O mito de que psicólogo e psiquiatra são somente para loucos impede as pessoas de procurarem ajuda, principalmente dentro das igrejas. “Se tenho Deus, para que procurar ajuda?” Minha resposta sempre é: quando um dente seu tem um problema, você não procura um dentista?

Assim é com nossa mente. A depressão pode ser emocional ou química. Quando substâncias no seu cérebro baixam, precisam ser repostas para equilibrar suas emoções, seu humor. Se a ciência nos dá ferramentas para termos mais saúde mental e emocional, por que não utilizá-las?

Muito importante que as pessoas que estão debaixo da orientação espiritual de tais líderes, também entendam que são seres humanos e que precisam de carinho, cuidado e tempo para cuidar de si e dos seus.

O que acontece geralmente é que os (as) líderes são mais criticados (as) do que elogiados. A falta de auto estima ou a falta de vontade de viver o peso que carregam pode lhes levar à depressão e consequentemente o gosto pela vida.

Importante para os (as) líderes espirituais  também ouvirem seu corpo, sua mente e entender que é tempo de parar, de se dar um tempo, de se cuidar e que não existe nenhum problema em procurar ajuda.

Exercício físico, uma boa terapia, um (a) bom (a)  psiquiatra, com oração e compreensão familiar são antídotos eficazes contra o suicídio.

Ame seu ( sua) líder e entenda que não são semideuses e sim pessoas com um chamado de servir a um Deus compassivo, amoroso e bom. Seja você também uma ponte desse amor para com seus ( suas) líderes espirituais.

 

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