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Homens: Acautelai-vos de mulheres carentes

Silvia Geruza Rodrigues

A Bíblia traz um relato muito interessante no livro de Gênesis 39. Um homem, chamado José do Egito, ganhou a confiança de Potifar, egípcio, um dos oficiais do faraó e administrador da casa real. Ele dera a esse homem a responsabilidade sobre seus assuntos pessoais, deixou tudo em suas mãos, claro, menos sua esposa.Contudo, conforme A Mensagem: v.6-7 José era um homem muito atraente. Com o passar do tempo, a esposa do seu senhor sentiu-se atraída por ele e, um dia o convidou para se deitar com ela. Ele se recusou dizendo que não poderia trair a confiança do seu senhor. “Eu jamais poderia trair a confiança dele e pecar contra Deus!”. Respondeu José.

Certo dia, estando os dois sozinhos, ela insistiu, ele resistiu e fugiu, mas ela conseguiu pegar sua capa e incriminá-lo quando seu marido chegou em casa. José foi preso e encarcerado. Alguns elementos podemos tirar deste relato:

a mulher de Potifar possuía tudo que uma mulher gostaria de ter: um marido influente, uma casa luxuosa, roupas vistosas e caras, comida abundante, servos para lhe satisfazer.  Era uma mulher caprichosa morando onde todos satisfaziam seus desejos. O protótipo de uma mulher aparentemente feliz.

José era um jovem bonito, dinâmico, responsável e  também atraente pelo seu caráter- um homem que muitas mulheres desejariam como seu. Os seus próprios irmãos dele sentiam inveja porque sabiam do seu caminhar íntimo com Deus. Aonde José ia, o Senhor abençoava, segundo o relato bíblico.

A mulher de Potifar também era uma mulher sem propósito na vida, entregue à sua própria carnalidade. Festas, luxo, arrogância, sem o menor conhecimento de Deus. Lembra a mulher de Provérbios 5:3-6: Os lábios da mulher devassa são doces; suas palavras suaves, muito agradáveis. Mas não demorará até que ela se torne amarga em sua boca, uma enorme ferida no coração, uma ameaça constante à vida. Ela não tem ideia do que e a vida de verdade, nem de quem ela e, nem para onde está indo. 

Era uma mulher carente. Seu marido viajava muito, atarefado demais para lhe dar atenção. Um homem, para quem o trabalho representava tudo, Ela teve suas chances com José por causa de sua solidão. Provérbios.5:1-16 adverte aos maridos: Você conhece o ditado: “Beba da sua cisterna, e tire água do próprio poço?” É verdade. Atenção! Você pode chegar em casa um dia e encontrar seu barril vazio e seu poço poluído. v. 19: Nunca ache que o amor está garantido para sempre, mas conquiste a mesma mulher todos os dias.”

Muitos maridos, com o passar dos anos, pensam que sua mulher está garantida e não querem pagar o preço de conquistar suas mulheres diariamente. Palavras doces que poderiam ser dirigidas a elas, são ditas a outras que andam ao seu redor.

Talvez a mulher de Potifar não tivesse a atenção necessária e desejada. Levava uma vida vazia sempre à procura de auto-satisfação e um coração vazio sempre busca sua própria satisfação, custe o que custar, doa em quem doer. Ela não conseguia entender que um ato sexual extra-conjugal não poderia lhe satisfazer para sempre.O desejo e a amargura da rejeição falaram mais alto.

José, porém, sabia que Provérbios 6:32-33 era real e colocou o adultério na perspectiva correta= pecado. “O adultério é um ato insano, arrasador e auto destrutivo: Sairá cheio de ferimento, detonado, e com a reputação totalmente arruinada, Pois o marido enganado e traído não vai enxergar nada de tanta raiva; E não se importa o que você  faça, ele vai querer se vingar, não há suborno ou argumentos que poderão acalmá-lo.”

José replicou: “Afinal, você e a mulher dele, eu jamais poderia trair a confiança dele e pecar contra Deus!” Gn39:9 Eis um homem sensato. Muitas vezes tentamos nos enganar usando nomes bonitos para tentar enganar a nós mesmos. Chamamos adultério de um “amor bonito”, “uma paixão arrasadora”, “um direito de ser feliz”, “direito de reconstruir sua vida”.

Infelizmente, José chegou perto demais. Tão perto que ela conseguiu arrancar sua capa e usá-la de prova contra ele. Ela o difamou. O que ela sentia por ele era lascivia, desejo para sua autosatisfação, tudo, menos amor. Um sentimento egoísta.  “Já que não posso tê-lo, vou destruí-lo” pensou ela.

Provérbios 7, novamente, adverte para tomar cuidado com a mulher carente e devassa: “Ela é provocante e descarada; inquieta, ela quase nunca está em casa. Caminha pelas ruas, cada hora está num lugar, e se detém em cada esquina. Ela se a tirou nos braços dele, agarrou-o e o beijou. Sem o menor puder, pegou-o pelo braço e disse: Fiz todos os preparativos para uma festa- Paguei meus votos ( era religiosa), e o que sobrou de comida está comigo. Eu estava mesmo à sua procura, estava louca atrás de você e aqui está! Estendi lençóis de seda fina; a cama está preparada, linda; Está toda perfumada com delicioso e agradável aroma. Venha, vamos nos saciar de amor a noite toda das delícias do prazer desfrutar! Meu marido não esta em casa; está viajando a trabalho e vai demorar para voltar.”

Tudo muito bonito, perfeito, preparado para a traição. Mas, o que eles não contavam era que: “Logo, ele estava comendo na mão dela, enfeitiçado por suas palavras melosas. Antes que percebesse, foi atrás dela, como um bezerro levado ao matadouro; como um coelho atraído para uma emboscada que logo será atravessado pela flecha; como um pássaro que voa para dentro da armadilha, sem saber que ali está o fim da sua vida.” (vv.13-23)

No verso 24 o sábio aconselha: “Então, amigo, ouça-me com atenção, leve minhas palavras a sério. MANTENHA DISTÂNCIA DE MULHERES COMO ESSA. Nem passe perto da casa dela!  São incontáveis as vítimas dos seus encantos;ela é a morte de pobres homens. Ela é o caminho mais curo para a morte; é a estrada que desce para o caixão!”

José passou muito perto dela, ela conseguiu alcançar sua capa, sozinho dentro de casa com ela. Ele passou vários anos na prisão, mas Deus foi generoso com ele e teve uma melhor sorte no futuro. Nunca mais lemos sobre a mulher de Potifar, mas muito se ouviu falar sobre José. Qual a diferença?

Ela poderia ter tido temor a Deus, mas preferiu se entregar aos seus próprios desejos.

Ela poderia não ter cedido aos seus impulsos sexuais e ter preenchido seu tempo com ações frutíferas, mas não quis.

José reconheceu o pecado e fugiu dele. Deus admoesta: “Resisti a tentação e o diabo fugirá de vós.” Quando Deus nos ordena algo é para nosso próprio bem. Todos somos naturalmente tentados. A Bíblia nos avisa que o Diabo é como um leão que anda ao nosso derredor buscando a quem possa tragar. Para alguns, a tentação pode ser roubar, para outros o poder, para outros o sexo. Entregar-se aos prazeres da carne destrói com o que há de mais sagrado para Deus- o relacionamento de um homem e uma mulher que um dia fizeram um pacto de amor perante Deus.

Encerro, lembrando-me do filme “O Advogado do Diabo”- depois que o jovem consegue ajeitar sua vida, resistindo à tentação do dinheiro e poder, o diabo, trasvestido de um repórter, querendo  lhe entrevistar para que seus nomes aparecessem nas capas de revistas, o advogado titubeia, diz não, mas depois lhe responde para lhe procurar. O falso repórter, o diabo, pisca os olhos para a câmera do filme e exclama: “VAIDADE, MEU PECADO PREDILETO!”

Por isso, homens, acautelai-vos das mulheres supostamente carentes, que se derramam em elogios para com você, que  choram lamúrias que “só você entende”. Pense na “vaidade, o pecado predileto de satanás, e ouçam as palavras da Sabedoria e Conhecimento, para que sua vida não termine em destruição.

Silvia Geruza Rodrigues

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