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Mais um outono: primavera na alma

 

 

O tempo não pára. É implacável. Tic Tac ouço o barulho do relógio somente quando
durmo com ele no pulso e o coloco ao lado do rosto. Com o corre-corre diário,
não conseguimos escutar os ponteiros rapidamente se movendo a cada 60 segundos.
Quando somos pequenos, queremos logo alcançar os 12 anos para poder
ir ao cinema sozinhos e ver alguns filmes que antes não era possível.

Esperamos ansiosamente ( ou esperávamos) os 15 anos para ter aquela festa,
debutar, fazer cabelo, poder namorar. Sim, lá em casa 15 anos era o limite mínimo
para isso acontecer. ( Se bem que as duas irmãs mais velhas burlaram
o sistema e uma casou exatamente no dia dos seus 15 anos).

Recordo-me que ao ser pedida em namoro ainda com 14 anos
falei para o rapaz esperar até meus 15. Ele pacientemente foi à  minha festa de
aniversário e no mesmo dia começamos a namorar. Mas, não durou muito porque
ele queria me beijar na boca e eu amedrontada pelo padre da minha paróquia,
acabei o namoro porque achava ser pecado e teria que confessar.
Já imaginaram minha vergonha falar para o padre que havia beijado na boca?
É, os tempos mudaram muito mesmo.

Antes, falávamos de mais uma primavera, mas, depois dos 50 creio que
chamam de outono. Na primavera tudo é florido. A terra renasce, as tulipas
enfeitam os campos, os passarinhos gorjeiam, o sol é brando, o verde enfeita
as colinas e as montanhas. Sonhos encontram-se no auge de suas concretizações.
Não temos muito medo do perigo. Gostamos de emoções fortes: montanhas russas
quanto mais altas e perigosas, melhor. Mudanças, adaptações, aprendizado de
outras línguas. Tudo parece mais fácil nos anos dourados primaveris.

Ah, mas quando o outono chega. O vento sopra mais frio. As folhas mudam de cor.
Tornamo-nos mais cuidadosos com as escolhas. Os sonhos já arrugados, não
querem dar espaço para novos voos.
Adaptações e ajustes tornam-se mais aterradores. Os filhos criaram asas
e formaram seus próprios ninhos. O número de amigos fieis diminui. Alguns viajam,
outros simplesmente lhe abandonaram. Imigraram, fugiram do inverno.

Alguns segredos para manter-se com a alma alegre e jovial,
mesmo com a chegada do outono:
Aqueça seu coração com novos sonhos, mesmo que não tenha tempo para
realizar todos eles.
Mantenha seu bom humor.
Nunca se limite antes do tempo.
Deixe com que ele se encarregue de lhe mostrar quando
chegarem suas limitações.
Encare-as com sobriedade.
Não deixe de se rodear de crianças, adolescentes e jovens.
Eles lhe tornam mais flexível,
enternecem sua mente e lhe faz não esquecer
dos seus momentos de loucura.
Contudo, não adolesça novamente.
Use roupas adequadas, mas não muito senhoris.
Cuide da sua alma, sua espiritualidade e do seu corpo.
Dizem que o cuidado físico de nada vale para o espírito:
é verdade, mas ajuda a viver mais e com saúde.
Quem falou que não existe sexo no outono e nem no
inverno? Se puder, pratique-o regularmente.
Beneficia a pele, ajuda em leve tristeza ou depressão, dor de cabeça,
relaxa e lhe dá uma boa noite de sono, algo também
muito importante para a saúde.
Completo mais um outono, contudo
posso lhe afirmar que apesar de muitas primaveras
passadas, um longo inverno pela frente (assim espero),
na alma ainda sinto as flores brotarem,
os campos verdejantes
os pássaros gorjeando
e a vida pulsando, como sempre.
Que venham muito mais outonos sem que
minha alma resseque com amargura
e eu esteja junto da minha querida família,
lindos amigos e amigas com quem compartilho o dia de hoje.

 

Silvia Geruza Rodrigues

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1 comentário

  • Dayse Sobral disse:

    Adorei o artigo. . Sensacional….
    Principalmente os segredos para manter-se com a alma alegre e jovial…
    Sobre que o sexo…que relaxa e dar uma boa noite de sono! Muito verdadeiro.
    Parabéns Geruza!
    Forte abraço,
    Dsyse.

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