Encontro íntimo

Bem vindo!

Este é um espaço para falarmos sobre assuntos que raramente são tratados em público e que considero necessários para uma vida saudável e alegre. Espero que você seja edificado e também se divirta!
Obrigada por sua visita!

Home . Artigos . Família . Paixão e razão não combinam

Artigos

Paixão e razão não combinam

O ser humano constantemente busca o amor. Ele ou ela, não compreende por que seus relacionamentos não duram ou por que encontra pessoas quase sempre com o mesmo perfil de não querer levar nada a sério. Um namorico aqui, outro acolá, “ficantes profissionais”.

Geralmente acontecem dois movimentos quando alguém sai ferido de um relacionamento: Construir uma muralha ao seu redor com medo de se machucar novamente, ou imediatamente procurar outro (a) parceiro (a) para provar àquele que lhe abandonou que tem valor, que consegue alguém. Também existem aqueles que já saem de um relacionamento com outro em vista.

O medo da solidão, ou o medo da ferida pode lhe impedir de agir lucidamente e partir para outro envolvimento. Quando se teme ficar sozinho, procura-se uma companhia desesperadamente, não importando muito se a pessoa é adequada. Substitui-se o velho ditado popular “antes só do que mal acompanhado” por: “antes mal acompanhado do que só.”

O maltratado teme ferir-se novamente. Aí vale o velho ditado: “Gato escaldado de água fria tem medo.” Isto é, pode até ser que a outra seja melhor do que a anterior e não vá lhe machucar. Porém, você está tão golpeado que não ousa nem tentar.

Ambas as atitudes podem ser danosas para o equilíbrio emocional.
Contudo, quem sai de um relacionamento inteiro e usando a razão?
O coração tem razões que a própria razão desconhece. Já se afirma por aí.
Inútil avisar aos apaixonados para usarem a razão. Desconhecem-na.

A raiz da palavra patologia que significa doença, pathos, é a mesma de paixão.
Doença do coração. Não se apaixonar era a ordem na antiguidade.
O homem se apaixonar ou casar amando a esposa era desonroso ao verdadeiro ‘ macho’.
Ovídio,(escritor romano), ao ensinar sobre como conquistar uma mulher, recomenda ao homem que emagreça como prova de que está apaixonado e que sofreu devido “às vigílias, às inquietações e à dor que causa um amor violento” (p.48).

Pedir aos amantes para raciocinarem é perda de tempo e falta de juízo!
É verdade que a paixão empolga, traz novas roupagens à rotina da vida.
Mas,quando levada a extremos, principalmente se proibida, pode devastar uma vida, levá-la do auge dos prazeres ao mais profundo poço da ruína.

Por que só me relaciono com pessoas que sei que não dará certo? Questionam-se muitos.
O auto boicote pode ser a resposta. Feri-me e não creio que conseguirei amar e ser amada novamente, portanto procurarei sempre alguém que sei que irá embora mais cedo ou mais tarde.
Como isto acontece mesmo, que seja uma companhia temporária.
Não me apegarei, pois sei que com certeza sofrerei novamente.

O coração abatido não consegue se abrir. Ovídio (43 a.C.), afirma que o coração feliz se abre sozinho.

Muitos pensam que a dor da solidão afetiva é melhor do que a de ser abandonado. Ambos doem.
Cada ferida necessita ser cicatrizada. Cada problema deve ser deixado para trás.
A vida continua. Ela contém elementos positivos e negativos.

Para conseguir trilhar esta jornada e apreciar cada detalhe no caminho, o ser humano precisa de resiliência, coragem e vontade de enxergar mais as luzes do que as sombras para não se assombrar, construir muralhas e permanecer encolhido entre quatro paredes.
Oswaldo Montenegro tem uma canção que fala muito ao coração dos desesperançados:

“Se alguém disser pra você não cantar
Deixar seu sonho ali pra outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora

Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora
Que você volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora…
Eu quero ser feliz Agora.” *

Não, o medo não lhe traz segurança, mas é a arma do inseguro. Aliás, o verdadeiro amor
lança fora todo medo. Sim, você pode experimentar a vida com todos seus temperos.
Basta derrubar a muralha do medo, da rejeição tentando e tentando e tentando,
acreditando que você pode sim sonhar, cantar e dançar novamente.

Silvia Geruza F. Rodrigues

Compartilhe

2 comentários

  • Maria Medeiros disse:

    Matéria muito interessante, Precisamos sabermos mais sobre essa loucura que é a paixão!!! Porque o amor com equilíbrio, é bem melhor, no meu entender!! Gostando sem ficar burro. kkkkkkkkkkkkkkk

  • Beto Amar disse:

    Paixão, faca de 2 gumes,
    Que me fere a ferida,
    por vezes ainda não cicatrizada…
    Lamina afiada, arriscando assumes,
    em meu corpo dor desnaturada.

    Rendo-me não como vitima
    de prazeres incontáveis…
    ou de um calor avassalador,
    rendo-me, temendo a solidão,
    pois nela ouço minha voz,
    a voz que clama de meu coração,
    que insensato me faz lembrar…
    deles, dos outros e de nós.

Deixe seu comentário