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SER MÃE: EM EXTINÇÃO!?

PRIMEIRO, quero pedir perdão àquelas mulheres que querem, mas não podem ser mãe. Escrevo para as que podem e querem e para as que podem e não querem e para as que já são mães.

Lembro-me de pinturas com mães de olhares doces e cuidados voltados para seus bebês, desde A Pietá de Michelangelo onde Maria olha triste e terna para Jesus deitado no seu colo após a crucificação, retratando o cuidado e a dor de uma mãe pelo sofrimento de um filho, até quadros de muitos pintores ao redor do mundo mostrando o afeto e a alegria de ser mãe.

Também reporto-me a uma frase muito ouvida antigamente: “instinto maternal”. Isto é, a mulher já nasceria com o instinto, com a vontade de ser mãe.

Hoje, os sociólogos e as feministas afirmam que “ser mãe”  foi uma imposição da sociedade. Creio que a sociedade sim impôs à mulher o conceito de que ela tem que cuidar sozinha dos filhos enquanto o marido galga seu sucesso profissional e pessoal. Porém, como a sociedade conseguiu impor algo que é único da mulher?

Lembro-me com saudosismo de uma música que ouvia ao crescer sobre o papel cuidador da mãe: mamãe, mamãe, mamãe, eu me lembro o chinelo na mão, o avental todo sujo de ovo, eu queria fazer outra vez mamãe, começar tudo, tudo de novo”. Essa música enaltecia a mãe como a rainha do lar. O filho, agora adulto, estava com saudade até das punições físicas da mãe. Ah, eu também me lembro das minhas, mas tenho saudade e nenhum trauma. Foi assim que nasci e cresci, até que o movimento feminista da década de 70 também nasceu e cresceu. O feminismo sonhava que a mulher tivesse igualdade salarial e profissional ao homem. Concordo plenamente com isso, mas não a ponto de roubar da mulher a feminilidade, a doçura, a sensibilidade e o privilégio único de “ser mãe”.

Freud ( psicanalista) afirmava cem anos atrás que a mulher tem inveja do pênis do homem porque é sinal de poder, assim como o homem tem inveja do útero materno porque só a mulher consegue essa peculiaridade: nutrir e desenvolver um ser humano dentro de si por nove meses, e ainda por cima, amamentá-lo por mais tempo após seu nascimento. ( Em algumas tribos indígenas na América do Sul existe o que se chama de Couvade, termo utilizado agora pela psicologia para descrever a síndrome do homem ter os mesmos sintomas da esposa grávida). Em algumas tribos indígenas, como a tribo brasileira Tupari, quando a mulher engravida, o pai sente os sintomas e recebe as benesses da mulher grávida, inclusive após o parto. ( Eles bem que poderiam querer transferir para eles também a dor do parto!)

Talvez o individualismo da pós-modernidade, a luta da mulher em ser bem sucedida financeira e profissionalmente, a ditadura da beleza e conceitos feministas levados ao extremo tenham roubado da mulher a vontade de exercer este ato único e especial de ser mãe. “Não quero deformar meu corpo”, “não quero deixar minha carreira”, “não quero doar do meu tempo a outra pessoa.” ”Criança dá muito trabalho”. São exclamações constantes de quem não quer ser mãe.

Talvez a desculpa da despesa que uma criança traz faça com que a  troquemos pelos cachorros, pelo menos eles não nos respondem e desafiam. Vivemos em uma sociedade consumista. As crianças de antigamente não precisavam de videogame, nem de TV LED no seu quarto; nem de notebook; nem de jogos de  computador; nem de bicicletas ou patins motorizados; nem mesmo de carros de brinquedo motorizados miniatura; nem de triciclos motorizados; nem de bonecas de todo tipo e com toda estilo de roupa. Será que não substituímos a troca do bolo caseiro, da mamãe lendo livros de histórias de Monteiro Lobato, nos dias atuais Rubem Alves, ou pequeno tratado das grandes virtudes para crianças de André Comte-Sponville, ou qualquer outro autor de histórias infantis, pela babá eletrônica, pelos jogos, pela superficialidade em troca de nossa presença?

Não sei você, meu querido leitor, minha querida leitora, mas eu acho uma mulher grávida linda! Sem contar com a sensação de carregar uma vida dentro de você; sem contar com a sensação gostosa dos pezinhos mudando e chutando para lá e para cá; sem contar com a sensação gostosa e a emoção de ouvir seu coração batendo pela primeira vez; de ver aquele pequeno ser em posição fetal, muitas vezes chupando o dedo, em uma imagem de ultrassom. Sem contar com a emoção de cantar no umbigo para ninar aquele pequeno ser ainda no seu ventre. Sem contar com a emoção de amamentar pela primeira vez assim que a criança sai do seu ventre e vem com ânsia se conectar com você….sem contar….sem contar…sem contar…é inominável a sensação e a emoção de ser mãe.

Nestes últimos dias li em uma revista de psicologia um artigo denominado: O privilégio e o prazer de poder escolher não ser mãe. Confesso que fiquei indignada. Claro que todas têm o direito de escolher ou não ser mãe. Mas, denominar um privilégio e prazer…

Só a mulher tem este privilégio de ser mãe. Só a mulher tem o prazer de ser mãe. Mãe no sentido amplo da palavra. Mãe em conceber, nutrir, cuidar, imprimir valores nobres que influenciem não somente sua vida pessoal mas dos outros ao seu redor.

Agora, sou eu quem digo às mulheres: Não deixem com que a sociedade lhes imponha que não ser mãe” é um privilégio. Não deixem com que a corrida desenfreada ao redor de si mesma lhes roube do prazer de ser mãe. Escolha, mas escolha consciente, sem imposições, sem medos, sabendo que, ao contrário do que a sociedade atual lhe diz: SER MÃE, É MUITO GRATIFICANTE, PRAZEROSO E DESAFIADOR!

 

Silvia Geruza F. Rodrigues

 

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33 comentários

  • […] Outras mulheres que escolheram ou por algum outro motivo se tornaram donas de casa e preferiram a maternidade a vida profissional sempre reclamaram que foram taxadas, ofendidas, discriminadas ou sofreram patrulhamento ideológico por parte das feministas. Estes textos fazem pensar sobre este assunto (Leia um destes textos aqui). […]

    • Silvia Geruza disse:

      Nem toda mulher que escolhe ser dona de casa e mãe é criticada. O que o feminismo defende é igualdade salarial e a mulher ser tratada como um ser humano igual ao homem. Isto eu aprovo totalmente. A ideia da mulher ser tratada como um ser inferior, ou o outro sexo,complementar do sexo masculino é uma maneira de hierarquizar o poder, sendo o homem o detentor do poder.

      • Diogo disse:

        Acho que feminista tem um problema sério . Vcs parecem que tem a auto estima muito baixa. A autora fala sobre filhos e vc fala do homens. As respostas de vcs sempre tem a ver com homens.

    • Anitra disse:

      Is that really all there is to it because that’d be flbgbergastina.

  • simone disse:

    tenho 29 anos e jamais tive vontade de ser mãe ,pra quem acha isso anormal eu vejo como uma opção,sou mulher mas e dai?eu não sou obrigada a ter filhos para provar que sou mulher. sou muito feliz do jeito que vivo,e nunca tive traumas no passado.trabalho sou uma mulher independente,tenho marido e vivemos super bem sem filhos.cada um deve ser feliz do seu jeito,adoro crianças mas não preciso de uma para mim sentir bem.admiro muito as mães …mas adoro socego e tranquilidade.

  • Laisa disse:

    Acho realmente um privilégio e talvez um prazer conseguir não ser mãe, tudo que nos é imposto não presta! é fato!! Se alguém acha a maternidade uma maravilha e a deseja pois que seja mãe e Cuide e não apenas jogue no mundo, tenha carinho e respeito pela criança e pelo próximo! Não confio em ninguém que tenha tamanha frustração e desprezo por uma mulher que simplesmente optou por não ter filhos e dizer que ama ser mãe… que valores passam para as crianças? o do ódio e da discriminação?? Não ser mãe e não ser discriminada é um privilégio para poucas AINDA, mas há que se mudar!! Isso é coisa de gt Infeliz que não gosta de ver o sucesso dos outros! As mulheres de verdade, mães ou não merecem todo o respeito e apoio!

  • Mariane disse:

    Claro que é um privilégio e um prazer poder escolher aquilo que você quer para sua vida. Antigamente não era uma escolha, você casava para procriar e cuidar de marido. Hoje em dia há escolhas e isso é sim um privilégio. =)

  • Paulo disse:

    Olha sei que é radicalismo da minha parte mas acho que não devemos ser egoistas e devemos pensar no futuro da nossa espécie, se todos os casais parassem de ter filhos, a espécie humana seria extinta, por isso na minha opinião todos os casais deveriam ser obrigados por lei a terem no mínimo um filho.

    • Daniele disse:

      Só que não, né Paulo.HIPERPOPULAÇÃO é o que temos hoje.Além de desemprego, violência. Acho um gesto de altruísmo para com a sociedade não ser mãe, não contribuir para por mais uma vida em um mundo superlotado.

      • Silvia Geruza disse:

        Não vejo por esse prisma. Hiperpopulação, porque da mesma maneira que se nasce, também se morre. Ser mãe é uma opção, mas superpopulação não é um motivo sustentável para isso.

    • Silvia Geruza disse:

      não necessariamente Paulo Vitor. Cada um deve ter sua opção. enquanto na China o casal pode ter somente um filho. No Brasil você pode ter o tanto que quiser. Obrigação faria com que a criança fosse maltratada. A pior coisa que deve existir é amar ou criar um filho por obrigação. Enquanto muitos não têm nenhum, outros têm muitos e assim caminha a humanidade.

    • bruno cézar disse:

      e o estado daria conta de tantas crianças? e aquelas famílias que tem um fihlo de um relacionamento passado e outro do atual,e as famílias de pobres que são numerosas com 2,3,4 até 7 filhos,eles não deveria para de ter filhos,acho isso um modo muito ruim pro pais,na eoropa muitos não tem filho e são velhos, tem um modo de vida muito saudável e um longevidade,aqui no brasil, as pessoas são pobres,vivem pouco por causa da saúde que é baseado no capitalismo,só plano de saúde pago,criminalidade, a mídia exalta valores errados,e não valores educativos como queremos,no brasil tá tudo errado,lá na china,o segundo filho fica em um orfanato,sendo que lá na china é a maior população do mundo,ou quase,não pode falar isso,que os casais deveriam ter 1 filho no minimo,pois quem não quer ter,como fica? é obrigado a cuidar de uma criança?

      • Silvia Geruza disse:

        Queridos, ter ou não filhos é uma opção. Porém, o artigo foi sobre a insensibilidade muitas vezes do homem que casa com uma mulher que quer ter filhos, ou a mulher que casa com homem que quer ter filhos e um ou outro permanecem insatisfeitos por isso. Se nascem muitas crianças, também morre muita gente. Na China não é obrigatório ter um filho, é obrigatório ter SOMENTE UM FILHO, se o casal quiser.
        No Brasil está tudo errado mesmo, precisamos lutar para que não seja assim. A Europa está sofrendo por causa da falta de crianças. Está uma geração envelhecida e improdutiva. A França está incentivando os casais a terem mais filhos dando inclusive subsídios por filho nascido. Grata por seu comentário

  • Vanessa disse:

    Acho ridículo que uma pessoa seja julgada por suas escolhas. Escolher ser mãe ou não faz parte do exercício de liberdade e do princípio da autonomia. Livre arbítrio. Algumas pessoas acreditam cegamente que a felicidade da mulher só é possível a partir da reprodução. Não somos úteros, somos seres humanos. O pior é que existem pessoas que acreditam que as mulheres que não escolheram a maternidade, fizeram essa escolha para não deformarem os seus corpos ou por seus empregos e carreiras. Há por aí mulheres incríveis que trabalham, estudam e tem seus filhos e são muito felizes assim. Mas também existem aquelas incríveis, que trabalham, estudam e se casam que não optaram pela maternidade e são muito felizes também. Pessoas que afirmam que a única saída para a felicidade plena é a maternidade, não viveram outra experiência. E não é isso a vida, uma experiência, idiossincrática para cada ser? Fica a dica.

    • Silvia Geruza disse:

      O problema Vanessa e Simone, é quando casam e sabem que os maridos querem ter filhos e não lhes dá esse privilégio.

      • Baltazar disse:

        Isso nao existe!!! se o cara quer ter filhos ou vice versa, que busque por alguem que tambem queira. Sou a favor do controle de natalidade. A populacao mundial cresceu e esta crescendo fora dos limites do planeta. Nao vai demorar muito ate o Estado ontervir nisso ai nao… Esta faltando agua atualmente, alimento, emprego, energia etc… pensem se vale a pena trazer alguem a esse mundo, e essa historia de ” ah vc vai ficar velho sozinho”, isso nao existe! se assim fosse, nao haveria ngm mo azilo, que fora la internado pelo proprio filho 😉 ficou velho, acabou a vdd é essa, nhm quer gente velha por perto…

        • Silvia Geruza disse:

          Baltazar, você diz que ninguém quer gente velha por perto baseado em você mesmo, não? A vida não existe somente quando se é novo. Ela continua apesar da idade. Leia novamente o texto e entenda que não estou dizendo que ninguém deve ter filho forçado, mas não querer ter filhos por egoísmo.

  • Simone disse:

    Que texto preconceituoso! Aliás, nem consegui ler por completo. O direito de escolha da mulher deve ser respeitado sempre e ser mãe não é sinônimo de felicidade ou plenitude. Conheço várias que são muito infelizes, mas devido a sociedade machista e idealizadora, não conseguem admitir isso publicamente. Eu mesma jamais quis ser mãe – desde a infância – e nem sequer sabia o significado da palavra “feminismo”. A sociedade não me impôs nada! Eu tinha 8 anos de idade e a ideia de ter que trocar fraldas e ter alguém dependente de mim por toda a vida era angustiante! E pensar dessa forma não é egoísmo ou falta de altruísmo – aliás – uma coisa nada tem a ver com a outra. Apesar da aversão por filhos sempre fui altruísta e sempre pensei no próximo. Participo de ONG’s que prestam serviços sociais e isso me realiza e muito. Analise seus conceitos, abra sua mente e respeite mais!

  • bruno cézar disse:

    o garoto,cresce,sai de casa e abandona os pais já idosos

    • Silvia Geruza disse:

      querido Bruno,
      Claro, se a pessoa não quer e não pode ter filhos, não tem problema nenhum. O que escrevi foi sobre mulheres que não querem ter filhos, podem ter e não querem porque não querem “deformar”seu corpo, etc. Todos podem escolher o que quiserem, mas o artigo se refere mais ao egoísmo do que às impossibilidades.

  • não sou obrigada! kkkkkkkkk disse:

    a vida è minha! não sou obrigada a ter!

  • Carla disse:

    Eu acho esse tema muito complicado. Não é uma questão de gostar ou não de criança, nem mesmo deformar o corpo, são inúmeros fatores que vão muito, mas muito além disso.
    Quando se toma a decisão de ter filhos temos que levar em consideração a saúde física, mental, condições financeiras, espaço físico (Casa maior talvez), doação de tempo (Seja para brincar, educar, cuidar etc)…
    Enfim, são tantos fatores a serem considerados, e que influenciam na decisão de ter ou não, que eu acho que julgar somente por um, como deformar o corpo, fica muito superficial.
    Uma coisa é engraçada nisso tudo, uma pessoa quando decide ter um filho não é bombardeada com perguntas de pq ela decidiu ter um filho e se for ela também não terá uma resposta satisfatória. Será por desejo, vontade etc.Agora, pq quando uma pessoa diz que não quer ter filhos ela é obrigada a justificar e muito bem justificado para não sofrer criticas??? A resposta também não poderia ser simplória, como: Ahhh pq eu quis. Pq eu desejei não ser mãe???
    Eu quero ter filhos, mas tenho medo. Tenho medo pq sei das implicações e responsabilidades da minha decisão. Sei de tudo que vai mudar em minha vida e me pergunto se terei capacidade de aguentar a barra. Se me perguntarem pq eu quero, não sei a resposta, provavelmente responderia que é um desejo que eu não controlo. Portanto não julgo quem não quer pq a resposta pode ser igual a minha: Não quero pq não desejo. E não controlo o que desejo. Simplesmente desejo.

  • maria jose disse:

    eu tenho uma filha mas nao pretendo ter mais porque nao tenho vontade de ser mae.so quero essa

  • maria jose disse:

    mas ser mae e uma coisa maravilhosa mas nao e so colocar no mundo e sim saber que no mundo de hoje nao esta bom de ter muitos filhos nao .

  • Ana disse:

    Acredito que o problema todo esteja girando em torno desta simples palavrinha R-E-S-P-E-I-T-O.
    Respeito às mulheres que sempre sonharem em ter filhos, respeito com as mulheres que não desejam ter filhos.
    Respeito às mulheres que se importam com seu corpo a ponto de não querer ter filhos, respeito com aquelas que colocam a maternidade acima de tudo.
    Respeito com as mulheres que abandonaram a carreira ou os estudos para se dedicar à criação de seus filhos, e respeito para com aquelas que, tendo ou não filhos, não quiseram, ou muitas vezes, não puderam abandonar a carreira por necessidade financeira.
    Cada pessoa é única suas escolhas, a partir do momento que não prejudique outras pessoas, devem ser respeitadas.
    A opção de vida que cada um toma diz respeito somente a si e a mais ninguém.
    Na realidade, se a mulher não quer ter filhos, talvez não deva ter mesmo. Criança não é somente para ser parida, e deve ser principalmente amada.
    Ser mãe não é carreira, e sabe, acredito que não seja nem uma simples opção, acredito que ser mãe é um Dom.
    Como um grande artista que pinta belos quadros, ou um grande poeta que escreve belos poemas, não são todos que tem esse dom.

  • Morgana disse:

    Ter filhos não é prioridade. Prioridade é trabalho, estudo, realização. Crianças são uma despesa para a vida toda. É inadmissível uma mulher ser obrigada a parir. E garantia para o futuro, é aposentadoria. Os filhos precisam crescer e terem a sua própria vida. Me desespera esses casos de filhos que vão chegando aos 30 ainda na casa dos pais. Um casal amigo meu, casados há 25 anos, sempre diziam: não espere que aos 18, seu filho vai sair de casa e ter a vida dele. Sempre pensei nisso e saí de casa aos 20.
    Nunca quis ser mãe, isso desde a adolescência, e essa é a melhor decisão que já tomei.

  • Sílvia disse:

    Se levarmos em conta que, até poucas décadas atrás e ainda atualmente em grande parte do mundo, as mulheres estavam fadadas a se formarem enquanto seres humanos de segunda classe tão somente para serem esposas (dando suporte à vida dos maridos) e mães, PODER ESCOLHER NÃO SER MÃE é, SIM, um PRIVILÉGIO. Respeito aquelas que têm essa vontade, mas considero uma lástima que, diante de tantas possibilidades, uma mulher diga, em pleno século XX, que o maior sonho da vida dela é se casar e ter filhos… A pessoa veste a túnica da subserviência sem notar. Acho lindo o ato de gestar um ser humano, adoro os meus sobrinhos, sou apaixonada por eles e, em parte das minhas horas vagas, dou aulas de reforço gratuitamente para crianças, mas NEM PENSO EM TER UM FILHO E ISTO ME TRAZ ALÍVIO E ALEGRIA. Artigo tendencioso e infeliz… Guarde seu conservadorismo para si e para aquelas que, infelizmente, reproduzem o “coitadismo feminino” disfarçado de “ternura tipicamente feminina” sem se darem conta disto. Os homens mais maduros e inteligentes que eu conheço são pessoas extremamente sensíveis e delicadas; não precisaram nascer mulher pra isso…

  • Berkana disse:

    O texto é muito bonito. Eu não quero ser mãe, não tenho vontade, na verdade toda a responsabilidade que envolve um filho me gera um pânico. Fui criada com muito amor e dedicação, talvez até de mais, já que não me imaginaria cuidando de um filho de qualquer jeito, fora de questão, talvez se fosse o contrario, eu estaria mais aberta a maternidade, acharia mais fácil. Meu lar é repleto de paz, vivo em uma casa maravilhosa e tenho um marido fantastico, não preciso de filhos pra nada, eles só estragariam tudo que eu tenho já que eu teria que mudar toda minha rotina para acomodar as necessidades de uma criança. Muito bonito na teoria mas, não, obrigada.

  • Flávio disse:

    Para que perder tempo com esse assunto?….sexo casual é o que esta em voga atualmente, parem de sonhar, ninguém mais quer saber de família, casamento, namoro….por isso que só vemos brigas ,separações, dinheiro, assassinatos, agressões físicas e morais….vale a pena se preocupar com isso?….o que vale hoje é ser bem sucedido, ter grana, ser feliz e não viver com uma pessoa estranha que só traz dor de cabeça, isso vale para ambos os sexos…..filhos? ..realmente é legal, mas o que é sr”legal”?…ter posse de um?….realizar seu sonho?…mesmo que seja com a pessoa errada, mesmo que a criança sofra nessa vida, mesmo que tudo de errado?…isso é egoísmo, para não dizer burrice e falta de controle emocional….
    Posso fazer uma confissão?…….fui casado mais de 10 anos, me separei por motivos obviamente conhecidos no mundo inteiro, afinal é sempre a mesma ladainha, tenho um filho de 12 anos e nos últimos 3 anos eu é que cuido dele, eu sou pai solteiro, eu tenho que ver o sofrimento do meu filho e por isso, pela minha burrice jamais faria outro filho.

  • KRIKA disse:

    Desculpe mas se a mulher não quer ter filhos para não estragar seu corpo ela também está no seu direito.
    Eu, por exemplo, sou bailarina, meu corpo é meu instrumento de trabalho e mantê-lo bem tanto no aspecto saúde como aparência são ossos do meu ofício, e me afastar da dança para cuidar de uma criança é algo impensável para mim.
    Não é que as mulheres estão insensíveis ou fúteis, mas hoje temos uma palavra chamada “escolha” que não tínhamos antes, e se eu não me identifico com crianças não vejo a menor razão de ter uma.

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