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Reescreva Sua História

Silvia Geruza F. Rodrigues

Muitas vezes tendemos à vitimização extremada. É bem verdade que os outros podem nos causar danos aparentemente irreparáveis. Quando nos deparamos com as notícias ou os fatos, pensamos que nunca nos recuperaremos. O coração bate mais forte, perde seu ritmo. O chão parece se abrir diante de nós e o buraco que nos suga exibe uma força de um furacão, puxando-nos cada vez para mais fundo. O mundo gira ao nosso derredor. As forças subitamente desaparecem do seu corpo. A boca do estômago dói, náusea, suor frio. Você se pergunta constantemente quando tudo isto vai parar. Tem volta? Um dia o mundo parecerá normal novamente? Você pensa: o mundo faz algum sentido?

Neste exato momento você tem duas opções: deitar e deixar rolar no desamparo da dor, culpando pai, mãe, marido, esposa, filhos, a vida, Deus, o diabo, ou se levantar e tomar algumas atitudes para respirar novamente, isto é viver!

No mundo atual tão psicologizado tudo é culpa de alguém. Ninguém assume culpa por nada. Porém, talvez algumas coisas que lhe aconteceram não tenha realmente sido culpa sua. O mundo é mau. Egoístas andam solto pelas ruas das estradas da vida. Prazer e satisfação dos seus próprios caprichos contam mais do que zelar por seu emocional ou seus sentimentos.. O eu impera desde sempre. Não adianta culpar esta geração ou a geração dos seus pais ou dos seus antecessores. Cada geração se vira como pode para manter seu eu satisfeito, e nunca consegue. Pisamos sobre o outro para sobreviver da maneira que pensamos que devemos. Afinal de contas, mereço o melhor da vida. Por que ela e não eu? Quando adoecemos ou algo ruim nos acontece geralmente nos perguntamos: por que eu? Como se pensássemos: por que não o outro? Creio que se o ser humano conseguisse, ele construiria uma redoma ao redor de si e de sua casa para que catástrofes, já que precisam acontecer, que seja longe de mim, somente passando ao largo.

Todavia, às vezes os desafetos e problemas podem ter sido causados por você também. Você poderia ter se afastado, ou até mesmo evitado, mas procurou ou se deixou levar. Lembre-se, você não precisa deixar a vida lhe levar, dirija-a, controle-a o máximo que puder. Chega um momento no qual você precisa viver sua vida e deixar seus pais fora da sua história. Não acha que já está adulto o suficiente para não permitir que as pessoas lhe joguem para lá e para cá como se fosse um marionete? Não está na hora de amadurecer?

O papel de vítima cai bem em melodramas, que nem são mais tão assistidos, a não ser como comédias. Comédias improvisadas hoje estão mais em voga do que peças shakespearianas. Levante, esfrie a cabeça, volte a pensar como antes de tudo acontecer e comece a sonhar e projetar novamente o futuro.

Fiz balé clássico por muitos anos, da infância até casar. Quando fazíamos piruetas, o professor nos ensinava como não ficar tonta e não perder o ponto onde deveríamos parar. Ao lançar o braço para a frente e levantar uma das pernas para girar, a outra ficava no chão, a cabeça ia e voltava com os olhos fixos em um só ponto, justamente aquele onde deveríamos chegar, e isto nos levaria sem tonturas ao local definido. Funcionava.

Foco, chama-se este movimento. Para chegar em algum lugar você necessita focar nele. Portanto, embora seu mundo esteja desordenado, desestabilizado, e você ainda se encontre um pouco tonta, decida levantar, aponte sua cabeça em uma só direção e que seja aquela para onde você queria ir antes de tudo acontecer, com esforço e boa vontade, você conseguirá chegar lá.

Quando entre dois caminhos: parar e se lamentar e o de se levantar e alcançar seu equilíbrio de volta e continuar a viagem, escolha continuar, focando naquilo que lhe fortalece. Ser vítima, somente de peças de teatro, porque no palco da sua vida, você pode ser o ator ou a atriz principal e tudo pode dar certo no fim da peça, aliás, melhor do que ser o ator ou a atriz, seja a escritora ou o escritor do seu próprio roteiro.

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