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Refugiados: Será que Deus está vendo?

Desenho by: Ana Silvia Herrero Delgado ( El Salvador)

Refugiados: Será que Deus está vendo?
Silvia Geruza F. Rodrigues

Nesses últimos anos duas imagens nos chocaram: a de um menino morto nas margens do mediterrâneo, na tentativa de uma família fugindo da guerra civil na Síria. Por muitas semanas o mundo falou sobre isso e não conseguimos apagar a imagem do pequeno Alan Kurdi da nossa memória.

Não muito tempo depois, outra imagem de uma criança nos deixava estarrecidos: Omran Daqneesh, sentado em uma cadeira laranja de ambulância, coberto de cinzas, logo após um ataque aéreo da Rússia.

A luta dos refugiados e pessoas fugindo da guerra, da perseguição da miséria, de gangues rem se tornado uma ameaça pior, ou tão real quanto o aquecimento global, a eminência da utilização de armas nucleares por líderes mundiais, a brecha imensa entre ricos e pobres na sociedade capitalista cruel.

O número de refugiados e pessoas deslocadas de seus lares no mundo somava o total aproximado de 65.600 milhões de pessoas no mundo em 2016. Um aumento de 300.000 pessoas do ano anterior.

Dos 65 milhões de pessoas deslocadas, 22.5 milhões eram refugiados no sentido técnico ( saíram do seu país com medo de perseguição); 40 milhões ficaram internamente deslocados( mesmo dentro de seus países, foram expulsos de suas casas, escolas e comunidades); e 2.8 milhões estão em busca de abrigo. Crianças menores de 18 anos constituem mais da metade da população de refugiados.

O número de deslocamentos, de acordo com a Comissão de Refugiados das Nações Unidas, foi equivalente a 20 pessoas forçadas a sair das suas casas a cada minuto em 2016. Para nosso conhecimento, não são os países “desenvolvidos” quem mais recebem refugiados, e sim os “emergentes” ( que ainda conseguem acolher).

Os Refugiados são da Síria,Afeganistão, El Salvador, Guatemala, Honduras, Haiti e Venezuela, dentre outros. A maioria dos refugiados não se encontra em acampamentos ( somente 30 por cento), os outros 70 por cento encontram-se na área urbana. Nos acampamentos eles não passam somente vários meses, como as pessoas pensam, e alguns deles já se encontram lá há anos!

Quando olhamos para a situação deles nos perguntamos: Será que Deus Está vendo isso? Será que Jesus, o Verbo encarnado entre nós está vendo isso? Será que nós estamos vendo?

Como cristãos, o que estamos fazendo? Será que passamos ao largo e achamos que se fecharmos nossos olhos e confortavelmente nos ensimesmarmos no nosso consumismo tudo isso vai passar?

A Bíblia fala muito sobre o acolhimento aos estrangeiros, porque os Judeus foram estrangeiros na terra do Egito. Por isso, em Levíticos 19:4 o próprio Deus exorta a acolher o estrangeiro como cidadãos entre nós.

Ao decidirmos ajudar os imigrantes precisamos nos confrontar com a conscientização de que eles não são terroristas, nem vagabundos que vieram para nos assaltar ou roubar. Precisamos vê-los como pessoas dignas, com direitos como ser humanos. Precisamos deixar de vê-los com superioridade cultural e racismo. Precisamos deixar nosso conforto e indiferença diante do sofrimento humano. Necessitamos acolher os imigrantes como portadores de profundos valores culturais e ricas tradições de fé.

Deus está vendo tudo isso, e está nos chamando a não dar de ombros, a não sermos indiferentes, a encher nosso coração do Seu amor e juntos ajudarmos a cada imigrante a restaurar sua dignidade e seus valores inerentes à sua humanidade.

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