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Vício em pornografia vs Vício em drogas

Silvia Geruza F. Rodrigues

A definição de pornografia mudou com o passar do tempo, mas vem do grego Pornô (prostituição) e Grafia (escrever sobre) – Escrever sobre prostituição, que depois adquiriu o sentido de representações gráficas e imagens de nudez.

No Brasil, o senso comum é de que o homem normalmente se utiliza de pornografia para se satisfazer sexualmente desde a adolescência. Alguns conseguem parar de se utilizar de sites pornográficos quando adultos, outros se viciam, tanto quanto um viciado em substâncias psicoativas, álcool, Cannabis, etc.

A pornografia, além de viciar, degrada o corpo da mulher (no caso de fotos ou imagens de mulheres nuas ou em atos sexuais, o que é mais comum), sem contar que muitas dos vídeos envolvem aliciamento de crianças e abuso de mulheres, que muitas vezes são escravizadas e não optaram por realizar os atos exibidos em muitos vídeos de sites pornográficos.

Segundo a Dra. Jill Manning, 50% dos divórcios envolvem um dos cônjuges em pornografia. 40% dos viciados compulsivos em pornografia perdem seus empregos (com idade entre 19 a 34 anos) e 58% enfrentam perdas financeiras.

Valerie Voon[1], neurologista, pesquisadora da Universidade de Cambridge afirma que são gastas 4,6 bilhões de hora de pornografia online. O que equivale a 12,5 vídeos para cada pessoa no planeta em média. Dos pesquisados 12% eram compulsivos, isto é, dependem da pornografia tanto quanto os viciados em álcool e outras drogas.

Existem três tipos de viciados em pornografia: O recreativo que passa 24 minutos por semana; o moderado que passa 17 minutos por semana (mulheres), mas que adquire angústia emocional, e o compulsivo que gasta 110 minutos por semana (homens).

O vício em pornografia, segundo Voon, o viciado em pornografia evita interação sexual com seus parceiros (as).

A pornografia distorce o conceito de uma boa relação sexual. A entrega ao prazer real se esvai à medida que os viciados em pornografia procuram encontrar na vida real mulheres ou homens com a mesma beleza ou performance dos vídeos assistidos, ou fotos vistas. A entrega e o comprometimento a um relacionamento são prejudicados em troca do virtual.

Muitas mulheres, principalmente, perguntam a solução, já que seus companheiros já admitiram gostar de pornografia e não se dão nem ao trabalho de falar sobre o assunto. A resposta não é fácil. Muitas mulheres não conseguem lidar com isso, já que os viciados em pornografia evitam relações reais com suas parceiras e muitos adquirem problemas com a ereção em relações sexuais normais.

Se você não consegue lidar com o (a) parceiro (a) envolvida com pornografia, o ideal é procurar ajuda de um terapeuta especialista em Terapia Cognitivo comportamental, em sexualidade, para rever e reorganizar sua mente e seu corpo, ou grupos existentes para tais comportamentos disruptivos, tais como o DASA- Dependentes de amor e sexo anônimos. Para você saber se você ou seu parceiro ou parceira é dependente de pornografia ou sexual, responda a essas perguntas e tente fazer seu auto diagnóstico. [2]

O importante é saber que o vício em pornografia produz sérias enfermidades e problemas sócio econômicos, portanto deve ser tratado.

 

 

 

[1] Valerie Voon. < https://www.yourbrainonporn.com/cambridge-university-brain-scans-find-porn-addiction> acessado na internet em 21/09/17.

[2] <http://www.slaa.org.br/site/images/site/literatura_download/40_perguntas.pdf>. Para identificar o vício em pornografia, sexual.

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