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Rupturas e Renascimento

Muitas vezes nos pegamos repetindo ações sem nos percebermos. Por quê alguém geralmente escolhe outro para se relacionar que sabe que não vai dar certo, ou que tem as mesmas características do outro com quem acabou de romper? Por quê o sujeito encontra-se emprestando dinheiro várias vezes, sem se lembrar quantas vezes já foi enganado por outros, e mesmo assim decide continuar sendo generoso? ou ludibriado?

Você já se percebeu relacionando-se repetitivamente com mulheres pelas quais não se apaixona e sabendo que não tem a mínima chance de casar com elas?

Aquela que queria escapar de um pai ciumento e se casa para fugir do controle, só para perceber anos mais tarde que o homem com quem uniu sua vida é exatamente como seu pai?

O homem que deseja fugir da mãe dominadora e autoritária, acaba descobrindo que sua esposa age de muitas maneiras parecidas com a mãe.

O rapaz que observou o pai alcoólico agindo com violência com sua mãe, sendo agressivo e grosseiro, jura para si mesmo que jamais será como ele. Mais tarde, quando está para bater na sua esposa, nota que toma as mesmas atitudes daquele que tanto criticou.

A menina cujo pai traiu sua mãe e a fez sofrer, acaba traindo outra mulher da mesma maneira que viu acontecer em seu lar e tanto abominou, na época.

Padrões repetitivos. É a resposta. Quando observamos muito defeitos dos outros e prometemos a nós mesmos que jamais o faremos, é exatamente o que tendemos a perpetuar aquele padrão, sem que nos apercebamos disto. Ou quando vimos, é tarde e já o estamos praticando.

Não necessitam ser somente padrões ruins. A de emprestar dinheiro por pena do outro e ânsia em ajudar, por exemplo, é um ato ruim para quem empresta e não recebe, mas para os que lhe rodeiam é ótimo. Contudo, enquanto a pessoa não se conscientizar de que está agindo constantemente da mesma maneira e que não lhe está sendo benéfico, ela será machucada repetitivamente.

O generoso precisa tomar cuidado para não ser explorado e abusado pelos que lhe rodeiam. O rígido precisa flexibilizar sua couraça consigo mesmo para poder ser sensível aos sentimentos do outro. O frio, que não recebeu carinho enquanto crescia, precisa abrir as janelas do coração e dar aquilo que não recebeu, para sentir mais da vida. Sem paixão por alguma coisa a vida não é 100% por cento vivida, ela é só meia vida. O violento deve investigar de onde vem tanta ira e descontrole.

A transformação leva tempo e esforço, mas é algo que somente você pode fazer. Viver com travas, mágoas, repetição de comportamentos que vimos em pai, mãe, parentes, pessoas que nos machucaram só pode trazer prejuízo à alma.

Uma vida transformada pela auto conscientização do que lhe machuca ou do que lhe impulsiona a magoar os outros é saudável, alegre, leve e solta.

 

Silvia Geruza F. Rodrigues

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1 comentário

  • Marcelo dos Santos disse:

    Minha experiência com o auto conhecimento, sem a menor sombra de duvida, tem sido muito saudável. Mas não posso dizer infelizmente que é alegre, nem leve e nem solta. Tenho experimentado muitas dores que estavam escondidas e ativas sem que eu percebesse. E é por isso mesmo saudável. Ao revisitar na maturidade a estas dores, tenho tido a chance de escolher e decidir o que farei com essas dores, deixando de ser eu sua vítima.
    Agradeço pelo seu texto Silvia Geruza.

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