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Viva livre para SER simplesmente você!

Mateus 27: 1-5

“De manhã cedo, todos os chefes dos sacerdotes e líderes religiosos do povo tomaram a decisão de condenar jesus à morte. e, amarrando-o, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. quando judas, que o havia traído, viu que jesus fora condenado, foi tomado de remorso e devolveu aos chefes dos sacerdotes e aos líderes religiosos as trinta moedas de prata. e, disse: ‘ pequei, pois traí sangue inocente”, e eles retrucaram: ‘ que importa? a responsabilidade é sua’. então, judas jogou o dinheiro dentro do templo e, saindo, foi e enforcou-se.”.

Salmo 7: 8, 14-16.

“O senhor é quem julga os povos. julga-me, senhor, conforme a minha justiça, conforme a minha integridade. deus justo, que sondas as mentes e os corações, dá fim à maldade dos ímpios e ao justo dá segurança. 14. quem gera a maldade, concebe sofrimento e dá à luz a desilusão. quem cava um buraco e o aprofunda cairá nessa armadilha que fez. sua maldade se votará contra ele; sua violência cairá sobre a sua própria cabeça.”

Judas Iscariotes, um dos discípulos de Jesus, o trai com um beijo. Eles ceiam juntos, e Jesus já ali discerne que Judas o trairia. Ele come o pão junto de Jesus, molhando no vinho, e o beija como sinal para os guardas. Depois, com remorso, ele não tem coragem de enfrentar o ato que realizara contra aquele com quem caminhara de perto e conhecia há três anos e se suicida.

Esta história pode parecer chocante, mas se analisarmos partes do Salmo 7 veremos que a maldade que concebemos volta contra nós mesmos. Muitas vezes agimos em busca da nossa felicidade, porém ferimos e cometemos maldade e semeando tempestade para nossa própria vida.

Quando atentamos contra a vida de alguém, se temos um pouco de consciência e nos arrependemos, dois sentimentos se instalam em nossa mente: culpa e vergonha. A culpa advém de um sentimento ruim de ter feito algo errado é um estado objetivo de ter quebrado uma lei e que por isto deve-se pagar uma penalidade. De maneira subjetiva a culpa é a preocupação que se obtém do certo e do errado de uma ação. Isto é, preocupa-se pelo fato de ser pego e como consequência ser castigado. Até mesmo a intenção de cometer algo errado pode provocar sentimentos de culpa.

Comumente pode-se sentir culpa desproporcional às ações cometidas. É como um gatilho de culpa pronto a disparar à menor provocação. Contudo, nem todo sentimento de culpa é ruim. Culpa, como a ira ou inveja é uma emoção natural. Somente quando o sentimento de culpa persiste exageradamente pode ser um sinal de neurose. Precisa-se distinguir a culpa circunstancial da culpa habitual.

A culpa circunstancial acontece quando se comete algo errado. A habitual vem de um sentimento nebuloso e invasivo de que se violou alguma lei e gruda na pessoa como um mal cheiro. A culpa circunstancial é saudável, a habitual é neurótica, porque congela num padrão e tende a prender o livre fluir das ações e pensamentos do sujeito gerando grande perda de energia emocional. A culpa que gruda no sujeito pode ser considerada como uma caixa de Pandora portadora de muitos males.

A vergonha, por sua vez traz o sentimento de não valer nada. Sentir que é ruim ou degenerado. A culpa diz respeito à falha da FAZER, já a vergonha diz respeito à falha da pessoa SER.

O culpado acredita que fez algo errado e que deve ser corrigido, O envergonhado crê que seu SER tem alguma coisa de errada. As pessoas culpadas notam suas transgressões e as envergonhadas se incomodam com suas falhas, trazendo o medo de ser abandonadas enquanto que as culpadas temem a punição.

A vergonha pode seguir os sentimentos de culpa e a vergonha alimenta a culpa. Estas duas emoções podem prender uma pessoa numa armadilha girando perpetuamente.

Daí a importância de lidar com seus sentimentos e seguir adiante na sua caminhada . Deus conhece nossas fraquezas e entende nossas falhas. Ele sabe que somos humanos. Não aceitar nossos próprios erros é não aceitar nossa própria humanidade. É pensar que somos Deus e que conseguiremos andar por essa vida sem falhas e sem erros.

Voltando ao salmo 7 quando Davi pede a Deus que lhe ajude segundo sua justiça e integridade, devemos nos lembrar que Davi não era nenhum santo. Contudo, ele reconhece o valor do arrependimento e a graça de Deus em ter lhe perdoado. Se fizermos um paralelo entre Davi, Pedro ( que também negou a Jesus) e Judas, verificamos que tanto Davi quanto Pedro conseguiram se sentir perdoados por Deus, enquanto Judas carregou consigo o sentimento de vergonha e culpa neuroticamente, irremediavelmente.

Trago à memória o verso que se encontra no primeiro livro de João:1:9- Se confessarmos os nossos pecados (transgressões) Ele nos perdoará e nos purificará de todo erro.” Veja bem, Deus é perdoador. O grande PROBLEMA é quando nós não nos perdoamos. Ou mesmo, quando pensamos que as pessoas não nos perdoaram.

Vejam que Davi tem a coragem de pedir a Deus para julgá-lo segundo a justiça do próprio Davi e de sua integridade. Este já havia experimentado verdadeiramente o perdão de Deus.

Existem pessoas que são tão rígidas em estar sempre tão corretas em sua opiniões, que se não tiverem uma boa opinião a respeito de si mesmas, não têm a mente aberta para aceitar uma opinião diferente de um amigo ou até mesmo de Deus. (Se eu próprio não me amo, Deus não pode me amar; Se eu não me perdôo, como pode Deus me perdoar?)

A falta de perdão nos obriga a viver no passado e quando escolhemos o perdão renunciamos o passado para curar o presente. Agora, se temos dificuldade em nos perdoar, imagine perdoar os que nos magoaram. Nossa luta em perdoar vem quando decidimos habitar na história da amargura.
Perdoar é uma decisão. Quando o rancor toma maior espaço em nossa mente, a falta de perdão se abriga em nós. Ao preferimos a mágoa ao perdão escolhemos viver mais em cima da dor causada do que de outros momentos agradáveis que aconteceram depois da ferida.

Há dois mil anos Cristo já nos ensinava a perdoar. Hoje já existem estudos científicos comprovando os efeitos benéficos do perdão. Frederic Luskin, psiquiatra, psicanalista, cientista, chegou ao resultado de que o perdão pode melhorar a saúde, as relações e a estabilidade emocional.

Perdão é experimentar a serenidade do momento presente. Ele pode não modificar o passado, mas com certeza muda o seu presente. Isto significa que embora ferido, você opta por se magoar menos e sofrer menos, assim o perdão faz parte da sua solução, compreendendo de que o perdão é mais para você do que para o ofensor. Quando você perdoa você deixa de ser vítima do seu passado e o próprio autor do seu presente e futuro. Seu passado não necessita ser uma prisão. Quando alguém escolhe não perdoar, ela sacrifica as pessoas que se encontram ao seu lado no presente, pois quem muito foi traído e magoado, muito desconfia de todos ao seu redor.

Perdoar os pais por um lar desequilibrado lhe devolve a tranqüilidade para amar mais as pessoas ao seu lado hoje. Através do perdão você adquire mais energia e tempo para se envolver e apreciar seus amigos e pessoas amadas ao seu redor.

Segundo Luskin, precisamos entender que perdoar não é aceitar que o que aconteceu estava certo, nem aceitar condutas grosseiras, desatenciosas de alguém que lhe fez sofrer e nem é sinônimo de esquecimento ( mas, toda vez que você recordar o que aconteceu, encoraje-se a perdoar e comemore ter conseguido sair de uma situação difícil). Importante lembrar-se do sofrimento do ponto de vista da cura, não da vitimização impotente.

Embora com o perdão você se reconcilie com a pessoa que lhe causou sofrimento, você não necessariamente tem que conviver com ela. Porém, perdoar significa se confrontar com uma parte penosa do seu passado sem culpar o autor da afronta por suas dores, e dar a ele ou ela uma nova oportunidade de lidar com a vida sem machucar o próximo.

Já foi comprovado cientificamente que perdoar traz também benefícios físicos. Ajuda a não ter problemas coronários porque o perdão envolve flexibilidade. Quando você guarda rancor em seu coração você causa stress, enrijece a aorta, a mente, a vida.

Enfim, perdoar em última análise, traz benefícios mais para quem perdoa, do que ao que é perdoado.

Perdoe. Viva livre da companhia dos que lhe magoaram emocional e fisicamente. Viva a vida com a leveza de que não existe ninguém nem nada que lhe roubará a alegria de SER simplesmente você!

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