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O desafio de ser mãe

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“Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.” (2Tm 1.5).

Quando penso em uma mãe, lembro-me de Maria, a mãe de Jesus. Ela pode ser uma referência para nós porque já sabia da missão que a esperava adiante. Ter um filho que faria mudanças imensas, mas que também por causa de seus conceitos sofreria. Imagino que Maria não sabia o que a esperava.

Quando uma mulher engravida ela já inicia suas expectativas sobre a criança a partir do momento que sabe do seu sexo. Quem é mãe sabe que a partir do momento que a criança nasce toda sua vida mudará. Paz sera algo bem raro. Quando ela adoece, a mãe sofre mais do que a criança. Levar para vacinar para mim, sempre foi uma agonia. Meu marido ia comigo, entrava com as crianças e eu ficava do lado de fora sofrendo ao pensar que uma agulha entraria nos meus pequerruchos. Sempre era dolorido vê-los com o peito cheio e com febre. Lembro das noites que passei em claro quase sentada com uma filha no colo ardendo em febre. Não ousava colocá-la na cama com medo que morresse enquanto eu dormia. Quantas noites passei em claro ao pé do berço da minha primeira filha com medo que algo lhe acontecesse enquanto eu dormia. Ser mãe é desdobrar fibra por fibra, por fibra,por fibra!

Quando a criança vai nascer, todo um aparato se constrói ao redor dela. Nome, roupa, enxoval, sonhos de que professional ele ou ela será.

Sonhamos que a criança seja eternamente obediente.

Dura coisa quando a criança completa dois anos: os terríveis dois. TT- terrible twos. A idade da desobediência, da palavra não. De testar quem é autoridade dentro de casa.

Quando ela complete seis para sete anos já escolhe suas roupas, contradizendo a vontade dos pais. E na adolescência começa a questionar tudo, principalmente os valores religiosos e muitas das suas crenças.

E assim, nossas expectativas vão desaparecendo: ela ou ele não quer ser advogado, nem médico, nem engenheiro, nem psiquiatra, profissões que você sonhou para seu filho ou sua filha. Muito menos seguir sua profissão. Muitos pais sonham que os filhos exerçam sua mesma profissão. O menino ou a menina, não casa com quem você gostaria. Pelo contrário, quanto mais proibido melhor.

Aqui vemos o exemplo de Lóide ( avó) e Eunice, mãe de Timóteo. Como sera que elas conseguiram com que seu filho seguisse seus princípios religiosos?

Vejamos se encontramos um caminho juntas:

  1. Ensinar a Palavra de Deus sem julgamentos ou imposições.
  2. Falar do Deus de amor, não do juízo.
  3. Agir como fala. As muitas palavras não forjarão amor a Deus nos seus filhos, e sim suas atitudes, e comportamentos.
  4. Ensinar seus filhos a orar para buscar ser melhores pessoas.
  5. Incutir valores de justiça social, amor, compartilhamento, empatia.
  6. Ir à sua comunidade de fé regularmente.

O verso de Prov. 22:6 Ensina teu filho quando pequeno o caminho que ele deve andar e quando crescer jamais se esquecerá dele. Muitas vezes é interpretado como “jamais se desviará deles”. Pensamos que está falando da religião. Porém se refere a valores embutidos  na criança desde pequeno. Podemos ensinar, incutir valores, mas o livre arbítrio os permite escolher seus próprios caminhos, por mais dolorosos que sejam para as mães. É bem verdade que a psicologia ensina que os valores e crenças que as crianças são ensinadas até os cinco anos de idade serão os que mais ficarão impressos em suas mentes porque foram carregados de emotividade e afeto.

1a sociabilização- até 5 anos , princípios ficam porque são ensinados carregados de afeto.

2a sociabilização- 5 anos a 13- escola – crenças e valores dos amigos e escola incorporados.

3a sociabilização 13 anos em diante- amigos, adolescência- parece até que esqueceram de tudo, porém a primeira continua em sua mente.

Ser mãe pode não ser fácil, mas gratificante quando nos despojamos do egoísmo e nos dedicamos a essa sublime tarefa e ensiná-los nos caminhos do Senhor.

 

Silvia Geruza F. Rodrigues

 

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1 comentário

  • Esmeralda Fernandes disse:

    Amei o artigo, estou nesse processo de preparação para ser mãe, e tenho procurado muito acerca desses assuntos já que tive uma criação bastante rígida e religiosa, porém não quero apresentar um Deus de Juízo para o filho que eu vier a ter, mas um Deus de Amor como passei a conhecer depois de um tempo e sinto minha vida mais leve.
    Amo acompanhar suas palestras pelo YouTube, tenho aprendido cada vez mais! Deus abençoe sua vida!
    Abraços,
    Esmeralda

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