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Meu Pai

Lembrar da infância para muitos pode ser uma memória triste. Muitos não conseguem se recordar de um beijo ou abraço do seu pai ou sua mãe, e sim de muitas surras às vezes injustas e dolorosas. Mesmo com o passar do tempo, o adulto ainda pode sentir falta do colo do seu pai ou sua mãe. Creio que deve ser por isso que todos seremos sempre seres querentes, carentes e desejantes, pelo colo do Pai. Ansiamos pelo paraíso perdido.

Se os pais soubessem o mal que causam aos seus filhos por falta de colo, direção, cuidado, carinho, amor e dedicação eles correriam menos, puniriam menos e amariam mais.

Contudo, o que é amar um filho?

Gosto da frase que diz: “Amar é escolher o melhor para o objeto amado”. Também gosto da teoria de que o amor vem antes da autoridade.

Amar é abraçar, beijar, dar colo, entender o sentimento do seu filho. Porém, também é disciplinar, ensinar, dirigir, guiar, criar valores eternos em seus corações para que mais tarde não venham a se esquecer.

Amar é criá-los para o mundo. Dar-lhes autonomia o suficiente para que comecem a tomar suas próprias decisões. Criá-los e ajudá-los a alcançar a maturidade com sabedoria. Muitas vezes, os filhos precisam mais de sua presença do que de presentes caros. Pois os presentes, cedo tornam-se obsoletos, mas seus gestos de ternura, de compreensão, permanecerão impressos para sempre em suas memórias.

Pequenos gestos como: pescar juntos; andar a cavalo; ensinar a nadar, a pedalar, discutir valores que eles veem em programas de TV, levá-los a seu filme predileto, uma vez? duas vezes? não importa. Levá-los para cortar o cabelo, para as vacinas, para a primeira vez no dentista. FAzer com que se sintam protegidos porque sabem que sempre que precisarem o papai, a mamãe estarão por perto.

Só ama bem, quem já foi amado antes pelos pais, ou quem faz muitos anos de terapia. Fazendo assim, você estará educando e dando ao mundo um ser humano capaz de se doar, de amar e de fazer o bem para transformar a humanidade.

Não amando os filhos, você está dando ao mundo um ser humano carente, exigente com os outros ao seu redor, e com um vazio no coração que nenhum outro ser poderá preencher.

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